Contas da prefeitura de Coronel Vivida em 2025
Quanto a prefeitura arrecadou, quanto se comprometeu a gastar e como fechou o ano: os números que ela mesma declarou ao Tesouro Nacional, explicados sem jargão.
Em 2025, a prefeitura de Coronel Vivida (PR) arrecadou R$ 203,02 milhões. Depois de descontar R$ 16,78 milhões (a parte que vai para o FUNDEB e devoluções), ficou com uma receita líquida de R$ 186,24 milhões. Ela se comprometeu a gastar R$ 191,57 milhões (despesa empenhada). A despesa superou a receita em R$ 5,32 milhões (2,9% da receita): é o que se chama de déficit orçamentário. Isso dá R$ 7.979 de gasto por habitante, considerando 24.010 moradores (estimativa do IBGE para 2025).
A receita líquida cresceu mais rápido que o gasto comprometido: 15,8% contra 12% em relação a 2024. Esse resultado não quer dizer, por si só, que sobrou ou faltou dinheiro no caixa: a prefeitura pode usar recursos guardados de anos anteriores.
Ano fechado de 2025, como declarado ao Tesouro
O que chama a atenção nos números?
Destaques escolhidos por regras fixas a partir das contas de 2025: no máximo três, com os mesmos critérios para todas as cidades.
Em 2025, o gasto comprometido superou a receita líquida em 2,9% da receita. Esse déficit pode ser coberto por dinheiro que sobrou de anos anteriores e, por si só, não indica irregularidade.
Coronel Vivida se comprometeu a gastar R$ 7.979 por morador em 2025, 34% a mais que a cidade típica com 20.000 a 50.000 habitantes.
Até o fim de 2025, 82,5% do gasto comprometido no ano tinha sido pago. O restante (R$ 33,52 milhões) passa para o ano seguinte como restos a pagar.
Esses destaques descrevem diferenças e tendências. Sozinhos, não indicam boa ou má gestão nem irregularidade. As variações são nominais, sem descontar a inflação.
O que cada palavra quer dizer
- Receita
- todo o dinheiro que entra nos cofres da prefeitura: impostos e taxas da cidade, repasses do governo federal e do estado, rendimentos.
- Receita líquida
- a receita depois de tirar o que a prefeitura repassa ao FUNDEB (fundo da educação básica) e as devoluções. Não quer dizer que todo esse valor esteja livre: parte tem destino definido, como educação e saúde. Atenção: não é a Receita Corrente Líquida (RCL) da Lei de Responsabilidade Fiscal, usada para os limites de gasto com pessoal e de dívida.
- Gasto comprometido (despesa empenhada)
- o valor que a prefeitura reservou e se comprometeu a pagar. O empenho vem antes da entrega do serviço e do pagamento.
- Sobrou ou faltou (superávit e déficit)
- a receita líquida menos o gasto comprometido no ano. Se sobra, é superávit; se falta, é déficit. Não é, sozinho, sinal de boa ou má gestão.
- Por habitante
- o valor total dividido pelo número de moradores, para comparar cidades de tamanhos diferentes.
Do compromisso ao pagamento em 2025: o caminho do dinheiro
Quando a prefeitura gasta, o dinheiro passa por três etapas. Os valores abaixo não incluem as despesas entre órgãos da própria prefeitura.
o dinheiro foi reservado
o serviço ou a compra foi entregue
o dinheiro saiu do caixa
| Etapa | Valor | Do comprometido |
|---|---|---|
| Comprometido | R$ 191.565.158 | 100% |
| Entregue | R$ 159.300.106 | 83% |
| Pago | R$ 158.047.993 | 83% |
Os valores são do próprio ano: não incluem o pagamento de dívidas de anos anteriores, então não mostram, sozinhos, se a prefeitura deve ou não.
De onde veio o dinheiro da prefeitura de Coronel Vivida em 2025?
De cada R$ 100 que a prefeitura arrecada, R$ 82,80 vêm de repasses do governo federal e do estado, R$ 11,90 de impostos e taxas da própria cidade e R$ 5,30 de outras fontes.
Os três percentuais foram arredondados para uma casa decimal; quando a soma não dá 100%, a diferença vai para a parte com maior resto.
O detalhe, em três grupos
| Fonte | Valor | Da receita bruta |
|---|---|---|
| Repasses do governo federal e do estadoFPM, ICMS, IPVA, FUNDEB, SUS e outros valores enviados pelo governo federal e pelo estado. | R$ 168,08 milhões | 82,8% |
| FPMFundo de Participação dos Municípios: repasse da União, dividido entre as cidades. | R$ 49,65 milhões | 24,5% |
| ICMSparte do imposto estadual sobre mercadorias e serviços que cabe à cidade. | R$ 30,6 milhões | 15,1% |
| SUSrepasses da saúde, vindos da União e do estado. | R$ 22,27 milhões | 11% |
| FUNDEBfundo da educação básica: o dinheiro volta para a educação, mas parte da receita foi descontada para formá-lo. | R$ 19,44 milhões | 9,6% |
| IPVAparte do imposto estadual sobre veículos que cabe à cidade. | R$ 6,65 milhões | 3,3% |
| Demais repasses | R$ 39,48 milhões | 19,4% |
| Impostos e taxas da própria cidadeo que o próprio município arrecada: IPTU, ISS, ITBI, taxas e o imposto de renda retido dos salários e serviços que a prefeitura paga. | R$ 24,1 milhões | 11,9% |
| ISSimposto sobre serviços prestados na cidade. | R$ 9,03 milhões | 4,4% |
| IPTUimposto sobre imóveis urbanos. | R$ 6,44 milhões | 3,2% |
| IRRFimposto de renda retido na fonte sobre o que a prefeitura paga a servidores e fornecedores. | R$ 5,55 milhões | 2,7% |
| ITBIimposto sobre a compra e venda de imóveis. | R$ 2,02 milhões | 1% |
| Demais impostos e taxas | R$ 1,06 milhão | 0,5% |
| Outras fontesrendimentos de aplicações, aluguéis, serviços cobrados e contribuições. | R$ 10,84 milhões | 5,3% |
Os três grupos somam a receita bruta. As linhas recuadas são partes do grupo acima delas; o que não aparece em nenhuma linha fica em “Demais”.
A receita bruta inclui o que a prefeitura recebe do FUNDEB. O que ela entrega para formar o fundo é outra coisa: é descontado à parte, no cálculo da receita líquida.
Para onde foi o dinheiro da prefeitura de Coronel Vivida em 2025?
As áreas que mais receberam em 2025, pelo gasto comprometido: compromissos assumidos no ano, não necessariamente já pagos.
| Área | Valor | Do total |
|---|---|---|
| Saúde | R$ 47,61 milhões | 24,9% |
| Transporte | R$ 44,55 milhões | 23,3% |
| Educação | R$ 42,09 milhões | 22% |
| Urbanismo | R$ 12,42 milhões | 6,5% |
| Administração | R$ 9,63 milhões | 5% |
| Agricultura | R$ 8,6 milhões | 4,5% |
| Assistência Social | R$ 7,69 milhões | 4% |
| Encargos Especiais | R$ 6,64 milhões | 3,5% |
Ver todas as áreas em "A cidade em números"
A parte de cada área no total não serve para conferir os mínimos que a Constituição exige para educação e saúde: esses usam outra base de cálculo.
Coronel Vivida comparada com outras cidades em 2025
Quanto a prefeitura gastou e arrecadou por morador, ao lado da cidade típica de cada grupo.
Gasto por habitante
Em 2025, a prefeitura de Coronel Vivida gastou R$ 7.979 por morador.
- Coronel VividaR$ 7.979
- Cidade típica de porte parecido (20.000 a 50.000 habitantes)R$ 5.965
- Cidade típica do estado (Paraná)R$ 8.113
- Cidade típica do BrasilR$ 7.212
- Cidade típica de porte parecido (20.000 a 50.000 habitantes): R$ 5.965. Coronel Vivida gastou 34% a mais.
- Cidade típica do estado (Paraná): R$ 8.113. Coronel Vivida gastou quase o mesmo.
- Cidade típica do Brasil: R$ 7.212. Coronel Vivida gastou 11% a mais.
Receita líquida por habitante
Em 2025, a prefeitura de Coronel Vivida recebeu R$ 7.757 por morador (receita líquida).
- Coronel VividaR$ 7.757
- Cidade típica de porte parecido (20.000 a 50.000 habitantes)R$ 6.175
- Cidade típica do estado (Paraná)R$ 8.646
- Cidade típica do BrasilR$ 7.534
- Cidade típica de porte parecido (20.000 a 50.000 habitantes): R$ 6.175. Coronel Vivida recebeu 26% a mais.
- Cidade típica do estado (Paraná): R$ 8.646. Coronel Vivida recebeu 10% a menos.
- Cidade típica do Brasil: R$ 7.534. Coronel Vivida recebeu quase o mesmo.
Gastar mais ou menos não quer dizer gestão melhor ou pior: depende do tamanho da cidade, dos serviços que ela oferece e dos repasses que recebe.
Por que “por morador”? Para dar para comparar cidades de tamanhos diferentes. “Cidade típica” é a do meio da lista de cada grupo: metade das cidades teve valor maior e metade menor (a própria cidade entra no grupo). Todas usam o mesmo ano e a mesma conta.
Como chegamos nos números de 2025
A conta, passo a passo, com os valores que a prefeitura declarou.
| Receita arrecadada (bruta) | R$ 203.020.322 |
| menos: dedução para o FUNDEB | − R$ 16.607.400 |
| menos: outras deduções (devoluções) | − R$ 171.109 |
| igual a: receita líquida | R$ 186.241.814 |
| Gasto comprometido, ou despesa empenhada (sem as despesas entre órgãos da própria prefeitura) | − R$ 191.565.158 |
| Resultado: receita líquida menos gasto comprometido | − R$ 5.323.344 |
Para não contar duas vezes, ficam de fora R$ 45,1 mil que passaram de um órgão da própria prefeitura para outro (despesas intra-orçamentárias).
Os valores são os do município como um todo, como declarado ao Tesouro (inclui a Câmara Municipal).
Outros sites podem mostrar a receita bruta, a despesa paga ou incluir as operações intra-orçamentárias, e por isso os números às vezes diferem. Aqui usamos os dados que a prefeitura declarou ao Tesouro Nacional, com a receita depois das deduções e a despesa empenhada sem as operações intra-orçamentárias.
Perguntas frequentes sobre as contas de Coronel Vivida
Quanto a prefeitura de Coronel Vivida arrecadou em 2025?
Arrecadou R$ 203,02 milhões (receita bruta). Descontadas as deduções do FUNDEB e outras (R$ 16,78 milhões), a receita líquida foi de R$ 186,24 milhões.
Quanto a prefeitura de Coronel Vivida gastou em 2025?
Comprometeu-se a gastar R$ 191,57 milhões (despesa empenhada, sem as despesas entre órgãos da própria prefeitura). Desse valor, R$ 159,3 milhões já tinham sido entregues em serviços e compras (liquidado) e R$ 158,05 milhões tinham sido pagos.
A prefeitura de Coronel Vivida teve superávit ou déficit em 2025?
A despesa superou a receita em R$ 5,32 milhões (2,9% da receita): é o que se chama de déficit orçamentário. Esse resultado não quer dizer, por si só, que sobrou ou faltou dinheiro no caixa: a prefeitura pode usar recursos guardados de anos anteriores.
De onde vem o dinheiro da prefeitura de Coronel Vivida?
82,8% da receita vêm de repasses do governo federal e do estado (como FPM, ICMS, FUNDEB e SUS), 11,9% de impostos e taxas da própria cidade (como IPTU e ISS) e 5,3% de outras fontes.
Qual é o gasto por habitante de Coronel Vivida?
Em 2025, a prefeitura gastou R$ 7.979 por habitante (24.010 habitantes, estimativa do IBGE). Na cidade típica de porte parecido (20.000 a 50.000 habitantes), foi de R$ 5.965.
Por que os números diferem de outros sites?
Os critérios mudam: receita bruta ou líquida (depois das deduções); despesa empenhada, liquidada ou paga, com ou sem as operações intra-orçamentárias; população do Censo ou estimativa do IBGE. Aqui usamos os dados da DCA declarados ao Tesouro Nacional: receita líquida, despesa empenhada sem operações intra-orçamentárias e a estimativa do IBGE do ano.
Baixar os números
Receita, deduções, origem do dinheiro e despesa por área, em planilha (CSV). Uso livre, citando a fonte.